Chanceler do Irã diz que país segue comprometido com a paz
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Chanceler do Irã diz que país continua comprometido com a paz após rodada de negociações

Abbas Araghchi afirma que Teerã segue buscando solução política para crise regional e critica mudanças de postura dos EUA em Islamabad.

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Cirino

15 de abr. de 2026, 21:40 · 3 min

Atualizado em 16 de abr. de 2026, 00:43

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país continua “firmemente comprometido” com a paz e a estabilidade no Oriente Médio.

A fala foi feita após encontro em Teerã com o chefe do Estado-Maior do Exército do Paquistão, Asim Munir, e em meio às tratativas indiretas entre iranianos e norte-americanos realizadas em Islamabad.

Compromisso com solução política

Em comunicado divulgado e reproduzido por CNN Brasil e outros veículos, Araghchi afirmou que o Irã está disposto a negociar “de boa-fé” para encerrar a guerra na região.

Ele destacou que o compromisso de promover paz e estabilidade é compartilhado com parceiros como o Paquistão e outros países vizinhos.

Críticas a mudanças de metas dos EUA

Ao mesmo tempo, o chanceler criticou o que chamou de “maximalismo” e “mudança constante de metas” por parte dos Estados Unidos nas negociações.

Segundo o jornal Poder360, Araghchi disse que o encontro em Islamabad terminou sem avanços concretos justamente por causa das alterações de última hora nas exigências norte-americanas.

Mediação do Paquistão

O Paquistão tem atuado como mediador informal entre Teerã e Washington, organizando encontros e trocas de mensagens entre as delegações.

Araghchi elogiou o papel de Islamabad e afirmou que a coordenação entre os dois países é essencial para evitar erros de cálculo que ampliem o conflito.

Negociações sob pressão

O diálogo ocorre em um cenário de forte tensão militar, com os Estados Unidos anunciando bloqueios parciais ao Estreito de Ormuz e o Irã ameaçando responder a eventuais violações de sua soberania.

Mesmo assim, o chanceler insiste que as portas da diplomacia permanecem abertas, desde que, segundo ele, “as outras partes também ajam com realismo”.

Expectativas para próximos movimentos

Especialistas avaliam que as falas públicas do chanceler buscam mostrar disposição ao diálogo, ao mesmo tempo em que pressionam os EUA a flexibilizar posições.

Enquanto isso, países da região seguem atentos a qualquer sinal de escalada ou distensão, preocupados com os efeitos da guerra sobre energia, segurança e fluxos migratórios.

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