Surto de hantavírus em cruzeiro no Atlântico deixa três mortos e alerta OMS

A embarcação MV Hondius permanece isolada na costa de Cabo Verde com 149 pessoas a bordo após a confirmação de casos graves da doença.

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Cirino

07/05/2026 15:02 · Atualizado em 07/05/2026 15:02 · 3 min

Navio de cruzeiro navegando em águas internacionais sob monitoramento sanitário.

O hantavírus é o foco de um monitoramento rigoroso pela Organização Mundial da Saúde (OMS) após um possível surto atingir o navio de cruzeiro MV Hondius, que navegava pelo Oceano Atlântico. Até o momento, três mortes foram confirmadas e outras três pessoas estão doentes, sendo que uma delas permanece em terapia intensiva.

A operadora Oceanwide Expeditions, responsável pela embarcação, classificou o cenário como uma situação médica grave. Entre os tripulantes afetados, foram relatados sintomas respiratórios agudos em diferentes níveis de gravidade, exigindo cuidados urgentes.

A embarcação está isolada na costa de Cabo Verde com 149 pessoas a bordo, de 23 nacionalidades diferentes. De acordo com os registros oficiais, não há brasileiros entre os passageiros ou tripulantes. O desembarque e o atendimento médico dependem agora de protocolos rígidos e autorização das autoridades sanitárias locais.

O que é o hantavírus e como ocorre a transmissão

Os hantavírus são vírus zoonóticos, ou seja, são transmitidos originalmente por roedores infectados para seres humanos. A infecção ocorre principalmente pelo contato com saliva, urina ou fezes desses animais. Atividades como limpeza de locais fechados, agricultura e o hábito de dormir em áreas infestadas aumentam o risco de exposição.

Em humanos, os sintomas geralmente surgem entre uma e seis semanas após o contato. O quadro inicial pode ser facilmente confundido com uma gripe comum, apresentando febre, dores musculares, dor de cabeça e vômitos. No entanto, a condição pode evoluir rapidamente para complicações graves nos pulmões ou nos rins, dependendo da variante do vírus.

Diagnóstico e cuidados necessários

Identificar a doença precocemente é um desafio para os médicos, pois os sintomas iniciais são semelhantes aos da Covid-19, dengue e leptospirose. O diagnóstico definitivo depende de exames laboratoriais específicos para detectar o RNA viral ou anticorpos no sangue do paciente.

Não existe um tratamento exclusivo para combater o hantavírus. Por isso, o suporte médico imediato é fundamental para a sobrevivência, focando no monitoramento clínico e no controle das complicações respiratórias e renais. A prevenção continua sendo a melhor estratégia, baseada no controle de roedores e na higiene rigorosa de ambientes.

A situação no MV Hondius segue sob observação internacional constante. Para quem vive ou trabalha em áreas com presença de roedores, a recomendação é manter locais limpos, vedar frestas e evitar levantar poeira em áreas possivelmente contaminadas, umedecendo o chão antes de qualquer limpeza.

Fonte: Agência Brasil — https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/saiba-mais-sobre-o-hantavirus-suspeito-de-causar-surto-em-cruzeiro

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