A conta de luz no Paraná pode ficar até 19,2% mais cara a partir de junho de 2026. A proposta foi apresentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ainda está em consulta pública antes da decisão final.
Proposta prevê aumento significativo nas tarifas
A Aneel abriu consulta para revisar as tarifas da Copel, responsável pelo fornecimento de energia em quase todo o estado.
Se aprovada, a mudança entra em vigor no dia 24 de junho e deve impactar cerca de 5,29 milhões de unidades consumidoras em 394 municípios.
Conta de luz residencial pode subir quase 20%
De acordo com a proposta inicial, consumidores residenciais podem ter aumento entre 19,15% e 19,20%.
Na prática, a tarifa média passaria de R$ 0,64 para R$ 0,76 por quilowatt-hora, o que representa um impacto direto no orçamento das famílias.
Indústrias podem enfrentar aumentos ainda maiores
Para consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, o cenário pode ser ainda mais pesado.
Algumas categorias podem enfrentar reajustes de até 51,21%, dependendo da classificação. Isso pode elevar custos de produção e afetar preços ao consumidor.
Área rural também será afetada
Consumidores rurais não ficam de fora da proposta.
O reajuste previsto para esse grupo é de cerca de 18,85%, o que pode impactar diretamente o custo de produção agrícola no estado.
Empresa tentou reduzir impacto do aumento
A Copel informou que a estimativa inicial da Aneel era ainda maior, chegando a 26%.
No entanto, a empresa solicitou um mecanismo chamado diferimento tarifário, que ajudou a reduzir o índice para cerca de 19,2%.
Consulta pública segue aberta até maio
A população pode participar da decisão por meio da consulta pública aberta até o dia 22 de maio.
Além disso, uma audiência presencial está marcada para 29 de abril, em Curitiba, com transmissão online. A participação popular pode influenciar o resultado final.
Custos do setor explicam reajuste
Segundo a Aneel, o aumento é pressionado por fatores como custos de transmissão, encargos setoriais e ajustes financeiros de períodos anteriores.
Esses elementos fazem parte da estrutura tarifária e impactam diretamente o valor final pago pelos consumidores.
Outros reajustes foram adiados no país
Enquanto o Paraná aguarda decisão, outros estados tiveram reajustes adiados.
É o caso do Mato Grosso do Sul, onde o aumento previsto era de 12,11%, e da Bahia, com proposta de 5,18%. As análises ainda serão retomadas pela agência.
O possível aumento reacende o debate sobre o custo da energia no Brasil e seus impactos no dia a dia da população.
Você acha esse reajuste justo ou exagerado?