Moraes abre inquérito contra Flávio Bolsonaro por post que atribui crimes a Lula
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Moraes abre inquérito contra Flávio Bolsonaro por post que atribui crimes a Lula

Ministro do STF atende pedido da PF e PGR para investigar senador por suposta calúnia ao presidente em publicação na rede X.

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Cirino

15 de abr. de 2026, 21:12 · 3 min

Atualizado em 16 de abr. de 2026, 00:14

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A decisão, assinada em 13 de abril e tornada pública nesta quarta-feira (15), atende a um pedido da Polícia Federal com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Publicação em rede social motivou a investigação

De acordo com reportagens de G1, Agência Brasil e Jovem Pan, a apuração se baseia em uma publicação feita por Flávio em 3 de janeiro, na rede X (antigo Twitter).

No texto, o senador atribui a Lula crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas, fraudes em eleições e outros delitos graves.

PF e PGR veem possível crime de calúnia

Para a Polícia Federal, a mensagem foi feita em ambiente virtual público, acessível a milhares de pessoas, o que pode configurar crime de calúnia agravada por ser dirigida ao presidente da República.

A PGR afirmou em parecer que a publicação atribui fatos criminosos de forma falsa e vexatória, justificando a abertura de inquérito para aprofundar as investigações.

Determinações de Moraes

Na decisão, Moraes cita o artigo 138 do Código Penal, que trata do crime de calúnia, e vê indícios mínimos para instaurar a investigação.

Ele determinou que a Polícia Federal realize diligências no prazo de 60 dias para esclarecer o contexto da postagem e eventual prática de crime pelo senador.

Defesa do senador reage

Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou receber com estranheza a decisão do STF e alegou que a postagem apenas reproduziu informações sobre acusações contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Os advogados sustentam que não houve imputação direta de crimes a Lula e que a medida seria juridicamente frágil.

Clima político e liberdade de expressão

O caso amplia a tensão entre o Supremo e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, reacendendo discussões sobre os limites da liberdade de expressão no debate político.

Enquanto críticos veem censura e perseguição, defensores da decisão afirmam que autoridades não podem imputar crimes sem provas a um presidente em exercício.

Você acha que a publicação de Flávio Bolsonaro deve ser tratada como crime de calúnia ou como opinião política? Compartilhe esta matéria com quem acompanha os embates entre STF e bolsonarismo.

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